Antoine Tudal – Obstáculos

Muro

Obstáculos

Entre o homem e a mulher
Há o amor.
Entre o homem e o amor
Há um mundo.
Entre o homem e o mundo
Há um muro.

Os fortes derrubam o muro,
Os hábeis o escalam,
Os pacientes o arranham
Para outros, um muro é um muro
Ladeiam-no sem pensar mal…
Nem bem…

O bem e o mal
Existem entretanto para eles
É um muro como o outro
Que lhes dá sua sombra.

Para os amurados tudo é muro
Mesmo uma porta aberta.

Trad. Marcelo Bueno

Obstacles

Entre l’homme et la femme
Il y a l’amour.
Entre l’homme et l’amour
Il y a un monde.
Entre l’homme et le monde
Il y a un mur.

Les forts enfoncent le mur,
Les adroits l’escaladent,
Les patients le grattent.
Pour d’autres, un mur est un mur
Ils le longent sans penser à mal…
ni à bien…

Le bien et le mal
Existent cependant pour eux,
C’est un mur comme l’autre
Qui leur donne son ombre.

Aux emmurés, tout est mur
Même une porte ouverte.

Do almanaque Paris en l’an 2000 (1945)

Antoine Tudal (1931-2010): pseudônimo de Antek Teslar, cenógrafo e escritor francês. Ainda na adolescência publicou sua única coletânea individual de poemas, SouSpente (1945), ilustrada por Georges Braque. A composição de “Obstáculos” data desse período, e foi graças ao psicanalista Jacques Lacan que os versos de sua primeira estrofe alcançaram relativa notoriedade, visto que os citou algumas vezes em seu ensino.

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7 Responses to Antoine Tudal – Obstáculos

  1. Hola Marcelo, creo que la primera parte está equivocada, aparentemente lo correcto es:

    Entre l’homme et l’amour
    Il y a la femme.
    Entre l’homme et la femme
    Il y a un monde.
    Entre l’homme et le monde
    Il y a un mur.

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  2. hay una carta amor de Nicolas de Staël a Jeanne Polge, un año antes de suicidarse, donde le dedica el poema de Antoine Tudal, poema en Antoine escribió en el desvan de su casa, durante la ocupación nazi, cuando sólo tenía 12 años cuando Nicolas y su madre Jeannine Guillou eran pareja :Lettre de Nicolas de Staël à Jeanne Polge, mars 1954, http://www.apreslapub.fr/2016/03/c-est-jeudi-c-est-poesie-8.html

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    • Sim, conheço essa carta, mas o poema foi publicado no almanaque. Meu critério de escolha foi traduzir a estrofe partir da versão publicada pelo autor, justamente por isso aponto a fonte, para evitar equívocos. Contudo, não tive acesso à publicação onde apareceu, contando apenas com as transcrições do texto do almanaque que me pareceram mais seguras, inclusive porque são acompanhadas de observações sobre a discrepância entre os versos. Assim, só o acesso ao texto efetivo da publicação poderia esclarecer definitivamente a questão. Por fim, voltando à carta, Jean-Louis Sous acha suspeito que ela apresente a variação lacaniana: http://faucilhon.me/lektiecriture.com/depot/epel/Archives/NicolasStael/9782354271336.pdf (ver nota à p. 62). Ou seja, outro mistério que só poderíamos elucidar com o manuscrito da carta.

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  3. Gracias Marcelo! Creo que debemos conseguir al menos el libro de correspondencias de Nicolás de Steäl, que seguro no lo tomó de Lacan.. ya que el original de Antoine ” SouSpente” ha de ser inconseguible! Pero el otro, cuesta € 29, se publicó en Francia en 2014 > http://www.telerama.fr/livres/lettres-1926-1955,118689.php Abrazo!

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